quinta-feira, 9 de março de 2017

Quer Saber?


Eu te liguei por que quis, não por engano. Senti saudades, do seu cheiro, do seu beijo, teu sorriso, das tuas broncas por ser tarde e não ter comido nada ainda.

Eu tô no portão do seu prédio, mas sem coragem pra interfonar. O porteiro até quis te chamar, mas eu pedi que não. E não é por falta de coragem – na verdade, eu teria entrado, subido e estaria na sua porta.

Mas, quer saber? É loucura tudo isso. Talvez, seja loucura.

Mas você poderia não ter me atendido, caso realmente não quisesse mais nada de mim. Poderia não ter dado uma resposta no dia em que te esperei sair do trabalho só pra acompanhar até o carro e dizer: até logo.

Acho que, nesse jogo de “quem é mais forte”, nenhum de nós vai ganhar. Você virou uma página, eu rasguei outra. Ambas páginas eram de livros diferentes, e estavam em branco, mas mal percebemos.
Pura revolta. Mas que não durou quinze minutos. Nossas brigas nunca duraram muito tempo, ao contrário do nosso amor.

Quer saber? Somos loucos, um pelo outro. Não fosse isso, eu não estaria aqui, no telefone contigo enquanto subo as escadas e você não teria deixado a porta aberta – e me avisado disso.


Quer saber? Se a nossa história não tivesse importância, eu não teria chegado pro café da manhã, doze horas antes. E você não teria aberto a porta.

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