quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

O Chile nunca mais será o mesmo

Sabe, eu me lembro até do sorriso de canto de boca. Hoje ele me tira do sério. Perco a razão ouvindo uma música, porque me faz lembrar de você e desse sorriso.

Bem ou mal, eu lembro do jeito que me abraçava quando ficávamos dentro do carro, lembro que gostava de te olhar e mexer no seu cabelo enquanto escolhia cuidadosamente o que dizer, com medo de escapar alguma palavra que te afastasse dali. Escolhi tanto as palavras, que não disse nenhuma e hoje estamos cada um vivendo sua vida.

Não sei se você sente falta daquele tempo. Não sei se você sente vontade de me ver. Não sei, pra ser bem sincero, se você sequer gostava de mim de verdade. Eu venho gostando e sentindo falta, conforme é possível e conforme a música te lembra. Dirigindo, parado no sinal, deitado no quarto, assistindo um filme...Basta uma palavra ou uma melodia, e você toma conta da minha vida pelo restante do dia – ou da noite.

Já tentei imaginar um futuro em que estivéssemos juntos. Imaginei viagens, família, felicidade, teus olhos, o perfume. Não preciso dizer que um futuro separados não é necessário imaginar, pois já estamos assim e sei exatamente os sentimentos que isso traz.

Foi tudo repentino mas, ao mesmo tempo, tão intenso! A vontade de se encontrar, o sorriso que cada um deu ao se ver, o toque suave da mão no rosto, o olhar fixo seguido de um sorriso...Foi tudo tão intenso e, ao mesmo tempo, tão simples que, por isso, tornou único e especial todo o enredo em que, confusamente mas de coração, nos envolvemos.

Ninguém é insubstituível, ao menos na importância certa. Talvez eu não tenha sido um marco na sua vida mas, garanto, que te lembrarei em cada quadra quando andar por Valparaiso.


O Chile e minha vida nunca mais serão os mesmos. 

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